Análise: Mônica e a Guarda dos Coelhos

A turminha do bairro do Limoeiro em uma aventura 8-bit.

Eaí galera da Nintendo Squad, iremos iniciar nosso quadro de análises de games, e nada melhor que começar com análise de um game brasileiro. Temos a honra de analisar Mônica e a Guarda dos Coelhos, um game produzido pela Mad Mimic em parceria com a Maurício de Sousa Produções, a chave concedida para essa análise foi para a versão de Switch.

Here we go!

Brilha, brilha estrelinha..

A história de Mônica e a Guarda dos Coelhos coloca a personagem Mônica para ajudar uma estrelinha que caiu na Terra porque o céu está muito sujo e não consegue voltar sozinha. Mônica descobre também que sua turminha foi aprisionada por monstrinhos da sujeira e precisa salvá-los, além de proteger a estrelinha caída, e para fazer isso devemos visitar os castelos da Guarda dos Coelhos pois somente o Deus Coelho pode manter a paz e limpar o céu para que a estrela volte para casa. Toda essa trama se passa longe do Bairro do Limoeiro.

Gameplay

O game é um tower defense, onde você deve impedir que os monstrinhos da sujeira ataquem o castelo. Para isso será utilizado três tipos de munição para os canhões, que são os coelhos azul (Sansão), amarelo (Hércules) e rosa (Dalila). Cada um deles tem uma habilidade específica:

Sansão: Causa danos efetivos no inimigo;
Hércules: Paralisa os ataques e as movimentações dos inimigos por alguns segundos;
Dalila: Cria uma gosma no chão, prendendo os inimigos e impedindo a sua movimentação.

O jogador deve escolher a munição certa para cada hora do jogo, pegar o coelho, levar para a mesa de “fabricação”, onde são preparados os coelhos com pólvora e pedra, e só assim colocar no canhão para usa-lá.

Cada fase do game conta com metas, que devem ser cumpridas ao longo do jogo. Alguns exemplos são não tomar danos ou impedir que os inimigos encostem na porta. Tais metas exigem estratégias para definir qual o coelho irá utilizar para atacar. Conforme as fases vão evoluindo, também surgem obstáculos dentro do castelo, e barreiras à serem desabilitadas toda vez que o jogador for pegar a matéria prima.

Os personagens iniciais são Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, os demais são liberados conforme a evolução do jogo: Chico Bento, Franjinha, Marina, Jeremias, Do Contra, Nimbus, Bidu, Floquinho, Piteco, Astronauta e Jotalhão.
Você pode embarcar nessa aventura sozinho, ou no modo multiplayer.

Gráficos

A Turminha toda Pixelada! Para quem jogou No Heros Here (também da Mad Mimic), e Towerfall, devem notar algumas semelhanças, mas ver a turma da Mônica em pixel é realmente incrível, a forma como eles se movimentam, me lembrou de quando eu lia muitos gibis, e imaginava como seria se eles andassem no gibi, por mais que o gibi não é em pixel. O cenário é super bem montado, não há nada de poluição visual no game, apenas o necessário para deixar um ambiente legal.

Sons

A trilha sonora do game lembra um tema medieval, e os sons dos monstrinhos da sujeira, dos personagens e dos canhões deixam o game mais interessante.

Veredito

O jogo possui um total de 16 personagens e várias missões para serem cumpridas, o game é cativante, pois cada personagem faz isso contigo. Gostei muito da ideia de cada coelho efetuar uma habilidade diferente, e não ser só simplesmente pegar o coelho, enfiar no canhão e BUUUM, você deve fabricar a sua própria munição. A bigorna, item que nos remete muito aos cartoons, nos leva para dentro do mundo do jogo.

Confesso que em algumas horas tive vontade de dar umas coelhas com a Mônica, e seria engraçado se tivesse um modo através de DLC, onde o Cebolinha rouba o Sansão e é o Rei do Castelo, coisas do tipo.
Resumindo, Mônica e a Guarda dos Coelhos vale a pena pela jogabilidade divertida que proporciona, pelos gráficos, pela nostalgia e principalmente pelo apoio ao game brasileiro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *